Ele me disse: “meu filho, não esquenta, está tudo bem, não deves nada a ninguém. A gente deve fazer o que tem que fazer. Não para, vai, continua, não precisas a ajuda de ninguém. Tchau, tchau, adeus a Deus…”
E essas, suas últimas palavras, cantadas como numa música de Raul Cortés me encheram de um reconfortante infinito vazio. Infinito que consegui perceber através de meus olhos passando por minhas pálpebras, pelo travesseiro que estava sobre meu rosto, através do telhado, as núvens e as sucessivas capas atmosféricas.