sossegado. Advogada nossa. Vida doçura esperança nossa. Ela passa devagar pelo céu, desliza entre brumas, descalça os sapatos, desfere palavras em baixíssimo tom, e Valdevino sobe o morro, pára no boteco pra cheirar um pó. Uma vez me disse: cada um na sua, uns gostam disso, outros daquilo, você tem a mente aberta, posso falar. E eu andava tropeçando em fracassos e me afogando em rios metafísicos plagiados de grossos livros de capa vermelha que contavam histórias de pobres moças de Paris. [Deus sacudia o capote e limpava as botas. Chovia demais e o barraco tremia sob as rajadas e as janelas brilhavam relâmpagos. Chovia demais e naquele tempo não havia luz elétrica mas sim lampiões de querosene e fogões de lenha chamados borralho. Tomava-se cachaça e o fumo tinha que ser picado, tostado na chapa e enrolado em palha de milho.]
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