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	<title>Satunsat</title>
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	<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 19:07:06 +0000</pubDate>
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		<title>Primeiro Relatório</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Aug 2006 00:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aleph</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O senhor B. chegou em nossa casa por volta das 12 e começou a falar sobre suas últimas descobertas, que consistem basicamente no líquido fosforescente. Todos resolveram participar da conversa e sentaram-se em volta dele, com diversos modelos diferentes de cadeira, dependendo do autor de cada um. À medida que a noite caia e todos se esforçavam para não correr ao banheiro para mijar ou mesmo vomitar, com nojo das explicações insalubres do doutor L., ao mesmo tempo todos entravam na velha brincadeira dos dedos cruzados e das inscrições com agulhas ultrafinas na pele coberta por limo marrom. O cientista em questão tirou do paletó um conjunto de tubos de ensaio esfumaçantes e o grupo atacou-o e nocauteou-o a tempo, antes que o louco pudesse estilhaçar os tubos no chão, contaminando todo o ambiente com o seu vírus maligno. Mister Bradley era o seu nome, Mister Lee também servia como título. Sua boca mexia vagarosamente, por onde ele expelia aquela voz mecânica e podíamos ver que sua cara era composta de imagens sobrepostas. Provavelmente ele trabalhava para algum governo rival ou raça alienígena disposta a nos destruir. Durante a noite, enquanto mantivemos ele ajoelhado e amarrado no minúsculo quarto utilizado para guardar as ferramentas para limpeza, o homem, ou o que quer que fosse, cantava um mantra perigoso, provavelmente querendo contatar seus superiores através do fluxo de informações. Decidimos então tapar sua boca asquerosa com uma fita especial, providenciada por Júpiter, que tremia nervoso e pediu para tomar um banho no lago. Como poderíamos negar tal coisa para o pobre rapaz? Como adivinharíamos que ele seria sugado para o pântano e voltaria dois dias depois, com a perna direita completamente devorada, murmurando alguma coisa, que parecia mais uma respiração problemática do que palavras gesticuladas. No dia seguinte ao desaparecimento de Júpiter, resolvemos fazer uma boa faxina na casa, foi quando encontramos Mister Bradley completamente nu, ainda amarrado, mas sem a fita que lhe cobria a boca. Tinha algo que lhe escorria através de uma traqueotomia, mas não havia nenhum sinal de violência em seu corpo. Não poderia continuar com isso, não posso continuar com isso. As tentativas são sempre falhas. Nunca se consegue um fio condutor. Tenho fome e tento controlar meus vícios. Preparei uma carta para a companhia telefônica, está ali em cima do mesmo móvel onde coloco a impressora. Preciso reescrever a carta com o local e a data no cabeçalho. Isso é o mínimo que se pede em uma carta comercial de reclamação. O vídeo acabou e eu tenho vontade de comer mais um pedaço de queijo podre, o bom e podre queijo podre. Meu almoço hoje não foi satisfatório, eu preferiria ter comido ovos fritos ao invés de cozidos, no entanto estes últimos são mais fáceis de preparar. As palavras são vírus que se multiplicam e precisam ser expelidos a qualquer custo. Elas têm vida própria e nosso trabalho é apenas rearranjá-las, recombiná-las e torná-las um conjunto razoavelmente degustável. Mister Bradley sabia muito bem disso e Júpiter teve uma iluminação momentânea dos fatos, por isso quase foi sugado pelo pântano. Neste instante Júpiter entra na casa. Da sua perna direita só lhe resta a lembrança. O sangue goteja todo o hall de entrada. Peço a ele para sentar-se e chamo os para-médicos. Jonas vem correndo e abraça Júpiter, que nesse momento desmaia. As paredes da casa refletem a angústia dos outros, em suas cadeiras diferentes, às minhas costas. Recolho-me. Com seu avental branco, Júpiter caminha pela sala e dirige-se a sacada. De lá ele olha para a cidade a sua frente, para a noite, para o céu e as estrelas. Canta como não cantava há muito tempo. Vai ao banheiro e masturba-se durante trinta minutos. Liga para seus amigos e parentes próximos e conta as novidades, tentando manter a voz firme e certeira, como um homem decidido. Desce até a garagem e pega seu carro. Dirige até um bar de esquina, velho e esfumaçado e puxa conversa com o caolho, um de seus velhos conhecidos, de anos mesmo. O senhor lhe aconselha, fala para ele tomar cuidado com seu comportamento autodestrutivo, com o isolamento e a bebida, com os delírios, a má alimentação e a falta de exercícios. Ele concorda com a cabeça, fazendo um sinal positivo para cada um dos tópicos citados pelo velho. Uma bela mulher entra no bar e ele a imagina de quatro, depois pensa se ela chupa bem. Resolve sentar ao seu lado, o velho sorri à distância. Ele fica completamente idiotizado com a beleza daquela mulher. Pensa em constituir família com ela, ter um par de guris e ir morar no campo. Antes de falar qualquer coisa ele abre os olhos, está amarrado a uma mesa de operações. Mister Bradley o observa sorridente. Pede a enfermeira uma seringa cheia de um líquido fosforescente, que é injetado em seu braço.</p>
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		<title>quatro sonhos</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Aug 2006 00:44:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[agora que você escreveu eu lembrei. tive vários sonhos esta noite. num deles estávamos na palestra do tezza, a gente tinha encontrado com ele antes, ele estava nervoso. falamos com ele. depois eu estava perto do palco e ele estava cagando com estardalhaço no banheiro. eu pensei “o cara está nervoso mesmo, deu uma caganeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>agora que você escreveu eu lembrei. tive vários sonhos esta noite. num deles estávamos na palestra do tezza, a gente tinha encontrado com ele antes, ele estava nervoso. falamos com ele. depois eu estava perto do palco e ele estava cagando com estardalhaço no banheiro. eu pensei “o cara está nervoso mesmo, deu uma caganeira nele”. aí eu tive que sair antes do final porque precisava trabalhar. também sonhei com meu pai. e sonhei também com índios. eles chegaram e trouxeram fumo de corda e outras coisas, era uma celebração, festividades, e eu peguei um pedaço de fumo e comecei a picar, mas o fumo parecia um pedaço de carne de sol, uma coisa estranha. sonhei também com uma mulher, ela tinha uma criança de colo e eu sentei perto dela. tinha uma cesta de frutas exóticas e eu comi uma, ela me ensinando como se fazia. depois chegou o pai da criança dela, e eu fiquei disfarçando que não queria nada com ela.</p>
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		<title>os curiós</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Aug 2006 00:42:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ontem consegui ir pra cama mais cedo. Fui pro centro devolver os livros do julio e pagar a multa de $1 para a biblioteca. Peguei o velho e o mar em inglês, porque só tinha em inglês, e renovei o cronópios. Fui tomar uma cerveja naquele bar que dá para a praça 15, onde você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem consegui ir pra cama mais cedo. Fui pro centro devolver os livros do julio e pagar a multa de $1 para a biblioteca. Peguei o velho e o mar em inglês, porque só tinha em inglês, e renovei o cronópios. Fui tomar uma cerveja naquele bar que dá para a praça 15, onde você e noé discutiram a criação de curiós.</p>
<p>Na mesa onde nós tínhamos estado havia um grupo falando de futebol e outras coisas. Na mesa na outra ponta estava uma mulher, um tipo daquelas que posam pra revista, devia ter entre 25 e 28, acho que garota de programa, não sei, mas muito bonita, e ela estava fumando e tomando coca-cola, esperando pelo jantar. Tinha duas mesas no meio, entre o grupo de homens e ela, e eu sentei na que ficava perto dela. Agora, ou eu ficava de frente ou de costas pra ela, e preferi ficar de frente, mas não queria deixá-la constrangida, então eu ficava olhando pra praça, pra rua, e de vez em quando, muito discreto, pra ela. Resolvi sacar o hemingway e ler.</p>
<p>Foi o que fiz. Pena que aqueles caras estavam lá. Sabe que antes de subir eu tive um pressentimento, achei que encontraria uma mulher. Encontrei. Eu via que ela estava carente, ou imaginava, e ela era muito bonita. Bem, foi só isso. Seu jantar chegou, ela comeu, depois levantou, pagou a conta e saiu. E aqueles caras ficaram ali ainda. Fizeram os comentários de sempre enquanto ela se afastava e depois voltaram a falar em futebol. E eu fiquei ali, lendo the old man and the sea e bebendo minhas cervejas.</p>
<p>Não queria ficar no ônibus durante o as horas de engarrafamento, então fiquei no bar. Saí às sete, cheguei em casa antes das 8. Fiz pouca coisa. Ouvi um pouco de música e tentei trabalhar, devagar, nuns relógios velhos. Quando deram 10 horas eu já estava na cama, de banho tomado, de novo na minha leitura. Logo estava pegando no sono e às 11 desliguei a luz. Acordei um pouco depois da 1 hora, pensei em comer pão com doce e café, mas voltei a dormir. E hoje levantei bem cedo, 6 horas, tomei café e comi bem. Saí faltavam 20 pras 7, com o fuscão, e cheguei sete e meia no trabalho. Agora estou aqui, tenho 8 horas para gastar.</p>
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		<title>My flip flop flying</title>
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		<pubDate>Sun, 21 May 2006 00:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aleph</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[You know about the English spoken possibility narrowed for me and my strange cats. My flip flop flying are very smelly in these days, when the sum even say goodby with his yellow red tentacles trying to enter in my throat. Where are you brother, why do you insist in getting berbigões today, when the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>You know about the English spoken possibility narrowed for me and my strange cats. My flip flop flying are very smelly in these days, when the sum even say goodby with his yellow red tentacles trying to enter in my throat. Where are you brother, why do you insist in getting berbigões today, when the little sears are slipping like soap during all the night, talking with their neighbors and justifying the amount of money they are intercepting to construct their big houses? Where are you brother, in these days when the people got really crazy, dancing that fucking priceless catala and exhaling that strange smell from my flip flop?</p>
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		<title>Cura para arboles y arbustos</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Apr 2006 00:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sigval</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Los niños pueden causar muchos destrozos al jugar en el jardín, pudiendo romper desde los cristales del invernadero hasta la planta más valiosa. Otras fuentes possibles de daños son los gatos de los vecinos, que suelen afilar sus uñas en las plantas, o los conductores inexpertos, que, al dar marcha atrás, destrozan el seto. Si [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Los niños pueden causar muchos destrozos al jugar en el jardín, pudiendo romper desde los cristales del invernadero hasta la planta más valiosa. Otras fuentes possibles de daños son los gatos de los vecinos, que suelen afilar sus uñas en las plantas, o los conductores inexpertos, que, al dar marcha atrás, destrozan el seto. Si el daño ocasionado consiste en ramas torcidas o descortezado de árboles, la fórmula siguiente será beneficiosa para evitar la infección. Se puede utilizar también para la poda.</p>
<p>Oxido de cinc       1 taza</p>
<p>Aceite mineral       2 tazas</p>
<p>Mesclar bien y aplicar con brocha.</p>
<p>(El libro de las formulas - Ideas seguras y sencillas para ahorrar dinero. Serie viva por si mismo.</p>
<p>Para el ama de casa y todos los aficionados al bricolaje; docenas de receitas fáciles de preparar; para usar en el hogar y el jardín.)</p>
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		<title>Contemplação das nuvens</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Apr 2006 00:50:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para alimentar minha tristeza e preencher os buracos da alma, fico aqui bebendo este fermentado de arroz e inalando fumaça de incenso e tabaco torrado, nutrindo a serenidade dos meus vícios, deitado ruminante na varanda, contemplando o balé sinuoso das nuvens que desfilam mornas como anjos nus preguiçosos e benévolos numa procissão anacrônica pelos arredores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para alimentar minha tristeza e preencher os buracos da alma, fico aqui bebendo este fermentado de arroz e inalando fumaça de incenso e tabaco torrado, nutrindo a serenidade dos meus vícios, deitado ruminante na varanda, contemplando o balé sinuoso das nuvens que desfilam mornas como anjos nus preguiçosos e benévolos numa procissão anacrônica pelos arredores bucólicos do infinito verde-jade do éden, bem acima das colunas das montanhas, flutuando arreganhadas sobre as comportas das águas do firmamento, serpentes foscas rajadas envolvendo hipnoticamente meus olhos e entretendo meus sentidos, enquanto nado em pensamentos plasmáticos, o peso letárgico do corpo quase levitando na rede, a brisa curvando os fios de fumo que sobem dos meus dedos que em gestos lentos têm despido com volúpia as horas mudas e oblongas deste dia. Pensei “estou tentando me tornar puro”.</p>
<p>Esse diamante precioso caiu dos meus cabelos. E fui adiante “como um José que se vende por poucos tostões em busca de um Egito distante e ignoto, a vagar por desertos errante, as estrelas queimando a pele sensível e pálida, frágil capa de carne alva, maculando o profundo da brancura com tatuagens sagradas, as marcas da luz, do ouro que no fogo purifica; para entre os ímpios revelar o segredo dos sonhos e entre os tolos erguer-me iluminado para finalmente ser elevado e proclamado.” E até pensei numa grande obra que poderia se chamar a pedagogia da santidade. Tendo armado minha tenda entre os fariseus, vivo num deserto quase perfeito, pois que eles – os outros, as criaturas alheias, funcionais e ordeiras – estão sempre por demais ocupados com a coleta dos impostos, a construção de aquedutos e estradas e o bom funcionamentos dos serviços de correios e telégrafos, o que me é deveras conveniente.</p>
<p>Coçam as paletas da minha alma indicando uma necessidade mais intensa e íntima, um chamado para mergulhar fundo no vazio da nanidade, nadar no limbo escorregadio e líquido e penetrar deslizando pelos veios grossos e mais remotos do xeol. Buscar a essência, a santidade do nada, a pureza do absoluto. Apenas passar sem arranhões por essa constante hermética e absurda do tempo, escorrer naturalmente como um ranho mole que desce do nariz pelo bigode.</p>
<p>Dois pontos uma reta. Três pontos uma curva. Compreender essa areia eternamente caindo da ampulheta relativa. Olho para o profundo da esfera do céu e penso “zênite” uma vez, depois emudeço. Nada é o que procuro. Pureza absoluta.</p>
<p>Ignoro, porém, a origem do acometimento desta teimosa e incômoda melancolia. Deve ser algo bem estúpido, uma banalidade espúria, não quereria ludibriar vossa venerável sapiência com devaneios filosóficos, com palavras graves para a impalpabilidade desta questão que é deveras secundária.</p>
<p>Sim, vejo você rindo pelo canto da boca e franzindo o sobrolho. As pessoas morrendo pelo mundo afora nesta guerra sem fim e tu que te perdes andando nas nuvens. É o que você pensa sensato dizer, mas já conhece a resposta pronta na minha língua deletéria, premida por dentes gastos e amarelados de alcatrão.</p>
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		<title>Rosalie and the Spammers</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2006 00:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aleph</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Are you paying it back, our lit rancor in boots to him, and his heart opens. She cannot conceal his admiration for you and goes half as much pain as he would in pursuit you two dollars a day. A man wants who used to take his vacations that way. The others want offer to hunt what organ calls the finny monsters into deep, he become were all in keeping with the best ideals for what poets home should be. His wife, a faded but still pretty woman, welcomed us more or less, an with the assistance in several bottles to paint we had brought with us, we bong, mailer, and a most dreary adventure we have had of it, Noel for we have learnt your military rank from your servant as they objected to the sail, at first launching took an oar himself, requesting any one of the gentlemen to take her such as one gets in little towns, just as though no post went through the country. His carriage stopped before the door. Rosalie melted into tears. “Write to me” she said. The box had been occupied by eighteen men as an investment. The argyles that while the children was growing up we would be under her to get hold a good bunch of money, but many other times after drilling all night through the wall, was condemned to an undeserved punishment. Cannot mention it or that reason have never had a desire to go so dense. The old lady in the all ere stood, who would think it, sir student as a trumpeter health to that travel in two months, although we shall then lose you also for the heart beat the secret of his heart pressed to his lips every moment he would speak it. Sophie had always still another question about her brother they were to that time British had never gained any important advantage surrendered ninety or a hundred thousand private sugary, thirty or forty colonels, near all the officers using hats with the roasted lamb, and the refreshing red will get into the ditch looking for his biography, an she will go down to history as a termagant. He will do more and better in time, for her five boroughs must carry every thing before them. Wish, however, you had consulted me, before you accepted not to belong to a party, which it was evident he had tried to avoid, seemed however to turn the necessity of its sting. Mr. Y was indeed like other similar attempts so often passed off in society for legitimate ridicule most maudlin gaiety, most moral and ever. New morning her foster mother came to her with a proposal which drove her to despair. His merchant had seen her, and wished to purchase the beautiful flower. Porn out on our journey, and catch for us the happiness of the glorious gold bird and not let it escape again exclaimed too. Formerly used to polis in place of misguided ruffian who has held the job for twenty years the state holding onto the feet of the mayor, him clutching the editor with teats eating an so on, the gangplank singing the hatch on the shine as we walked to the dock. Am much impressed be we cork o play the game well, the navy must act as much like an enemy as it can and the army must up the stone wall where the cow walked through it. The “Irk Oracle Junket” breaking his hearts all and profound like the soul must have been which spoke to the heart and must reverence and honor her everywhere in the scriptures.</p>
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		<title>Um movimento abrupto</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Apr 2006 00:54:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Apesar da minha falta de habilidade para o manejo ardiloso do aparelho captador de vibrações acústicas, pudemos extrair algumas falas de valor dos nativos à beira da praia catinguenta. Decepcionou-me o velho pescador, mas eu o perdôo, ele estava cansado e nossos coletes fosforescentes puseram uma luz perturbadora em seus olhos afundados no sal do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da minha falta de habilidade para o manejo ardiloso do aparelho captador de vibrações acústicas, pudemos extrair algumas falas de valor dos nativos à beira da praia catinguenta. Decepcionou-me o velho pescador, mas eu o perdôo, ele estava cansado e nossos coletes fosforescentes puseram uma luz perturbadora em seus olhos afundados no sal do trabalho ingrato. Percebi também que teus movimentos nervosos e a fala rápida puseram-no de sobressalto já no primeiro instante da interpelação. A expressão do provinciano mudou para puro pavor quando por minha parte dei início à tão rigorosa e exata aproximação reptílica, escorregando por debaixo das pitangueiras, apertado em meu colete reluzente, gramofone a tiracolo, de arrasto o remo e a sacola de apetrechos e mais uma garrafa transparente,  chutando areia e cuspindo perguntas sobressaltadas sobre a caça  dos caranguejos e a coleta dos vôngoles. Sem dúvida uma abordagem espontânea, mas pouco profissional, devido ao excesso de ornamentos.</p>
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		<title>Existência orgânica</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Apr 2006 00:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sigval</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Algo que poderia aplicar a isso que engloba como uma lesma gigante, envolve como um polvo em águas negras e aperta com braços de preguiça, esse monstro multi-facetado e enorme em peso e ignorância e viscosidade, formação de raízes imensamente complexas enroscadas sobre si mesmas, esse ninho onde coabitam vermes multiformes, serpentes comendo o próprio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algo que poderia aplicar a isso que engloba como uma lesma gigante, envolve como um polvo em águas negras e aperta com braços de preguiça, esse monstro multi-facetado e enorme em peso e ignorância e viscosidade, formação de raízes imensamente complexas enroscadas sobre si mesmas, esse ninho onde coabitam vermes multiformes, serpentes comendo o próprio rabo e buracos de minhoca no espaço, uma mistura explosiva e perigosa, caleidoscópica e labiríntica. Existência: ocupação que suga e nutre numa troca lasciva de gosma e saliva, e nos arrasta com seus barbantes multicoloridos por mangues fedorentos e mares rasos com quase nada de vongoles ou caranguejos e resmungos de um pescador de dentes tortos e aparelho no ouvido, feio e surdo o pobre coitado, uma tarrafa infeliz enrolada no braço, enquanto eu tentava puxar assunto para registrar num gravador de mão as falas roubadas para compor um personagem local em uma fábula ou poema épico, para numa publicação de alcance transnacional mostrar meu profundo entendedimento dos mais baixos instintos naturais do homem prostrado diante da maré e dos humores do mundo, deitado sob a via-lactea sem entender patavinas do espaço além-nuvens nem mesmo sabedor de sua pequenez relativa, coisas que eu e você conhecemos devido à divulgação em canais abertos dos documentários fabulosos do national geographic channel, sempre tão esclarecedores em matérias de importância comprovada, como é o caso presente, exemplo indiscutível.</p>
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		<title>um em uns</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2005 00:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diego</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Tabaré conseguiu vomitar todo ser cuoro
Ja era demasiadamente tarde
Girou mais uma ves sobre seu tonco
Aleteou novamente seu aourea
Voaram alguma penas
Sem tantas penas pensou
sinapsis atropeladas
por garrapatos
santos garrapatos santos
sem sinapsis sem satapatos
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Tabaré conseguiu vomitar todo ser cuoro<br />
Ja era demasiadamente tarde<br />
Girou mais uma ves sobre seu tonco<br />
Aleteou novamente seu aourea<br />
Voaram alguma penas<br />
Sem tantas penas pensou</p>
<p>sinapsis atropeladas<br />
por garrapatos<br />
santos garrapatos santos<br />
sem sinapsis sem satapatos</p>
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