Cronópio correu à janela para vê-la por última vez. Já era tarde de mais, foi pouco o que viu de seu movimento sensual trepado na bicicleta, distanciando-se, sendo comido pela voluptuosa maleza, que em ocasiones também se come ao caminho. Um suave vento apenas mexeu seus cabelos trazendo aquele perfume feminino misturado com o aroma das flores silvestres e o da terra molhada. Cronópio fechou os olhos e viu aparecer duas tetas preciosas orbitando com centro em sua testa como luas de Júpiter cheias de leite, mel, erva doce, mirra e camomila. Nesse momento Cronópio lembrou dos versos da canção de Crisóstomo:
…Venga que es tiempo ya, del hondo abismo
Tántalo com su sed; Sisifo venga
Com el peso terrible de su canto;
Ticio traya su buitre, y ansimismo
Com su rueda Eigion no se detenga,
Ni las hermanas que trabajan tanto
Y todos juntos su mortal quebranto
Transladen en mi pecho, y en voz baja…